terça-feira, 22 de setembro de 2009

Social Media - Inovações no Orkut

http://www.virtualizedoffice.com/social_media_marketing.jpg
Cada dia que passa podemos perceber que as mídias sociais ganham mais e mais força, superando os boatos de que seria apenas um modismo.
Agora a novidade é por parte do Orkut, que trouxe um novo serviço de divulgação e promoção.

O serviço é encontrado na aba “promova” no lado esquerdo da tela. Clicando lá podemos escrever uma mensagem e passá-la para a nossa rede de amigos e a dos amigos de nossos amigos.

A mensagem é divulgada exatamente no espaço do box no canto superior direito, o qual também é utilizado para as outras publicidades.

O intuito do serviço é promover eventos e divulgar mensagens para pessoas que tem alguma afinidade social com o emissor. É bem pessoal. Contudo, é uma oportunidade de contato mais informal com nosso target, ao tempo que cada usuário pode potencialmente conseguir uma boa prospecção, obtendo alguns milhares de receptores.

Depois de veiculada a mensagem, o Orkut nos informa do alcance que a mensagem obteve, quantas pessoas viram, quantas pessoas clicaram, quantas passaram a mensagem adiante e quantas simplesmente a excluíram.

Parece mais uma das centenas de ferramentas do orkut, mas essa veio para revolucionar as novas mídias. Além da praticidade e de ser gratuito (haha), essa opção de analisar a eficiência das mensagens em tempo real, mesmo sendo "apenas" um usuário é fantástica.

E constantemente vamos observando esse caminho de mão dupla, onde o emissor se confunde com o receptor e todos podem criar e editar conteúdos, e agora publicidade. Será que estamos perto da democracia digital?

Diretas, já! Mas não para elegermos ALGUÉM, e sim para todos poderem se eleger e ganharem o direito de ser, ter e dizer o que quiser.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Fogo cruzado: Globo x Record

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Pra quem formula teorias de que a TV está sem graça e sem conteúdo que chame atenção, está na hora de rever seus conceitos e acompanhar mais os noticiários.

Além de uma opção de entretenimento, cultura e informação, a TV agora virou palco de uma briga que envolve dois poderes: mídia e igreja.

A igreja, que em outrora já teve seu poder ilimitado e sempre foi inquestionável, agora já não é mais.

A realidade hoje em dia é bem diferente...

Nessa terça-feira, 11, a Rede Globo de Televisão dedicou 10 minutos do seu telejornal mais famoso para uma matéria especial que faz uma denúncia gravíssima a Edir Macedo, fundador da Igreja Universal e presidente da Rede Record entre outros veículos de comunicação.

Veja a matéria exibida no Jornal Nacional.


Como era de se esperar, a Rede Record rebateu as denúncias com acusações à TV Globo e a família Marinho, fundadora da emissora. E durante toda a quarta-feira, as emissoras fizeram uma verdadeira briga, aproveitando os espaços que possuem em seus telejornais.

Veja uma parte da reportagem de resposta da Rede Record no Jornal da Record.


ANÁLISE

Não se pode dizer ainda quem é culpado ou inocente nisso tudo. Mas, é lamentável essa troca de acusações e tentativa de manipulação por parte de ambas as emissoras. Foram muitos minutos ao longo de toda a programação das emissoras dedicadas ao assunto.
Elas envolveram, inclusive, até o poder executivo nessa richa, como mostram os vídeos acima.

Quem perde com tudo isso é a população, que liga a TV em um telejornal esperando ver um conteúdo que sirva para informação e cultura e é obrigada a presenciar tal fato.
É a Agenda Setting entrando em cena e mostrando todo o poder que a mídia tem.

Quem sabe, diante de tudo isso, a população não perceba que de uma forma ou de outra está sendo manipulada e isso sirva para abrir os olhos?
O correto agora não é escolher um lado e acreditar 100% no que é dito, e sim analisar tudo e depois tirar uma conclusão.
Mas, isso infelizmente não passa de um desejo pessoal e provavelmente não estamos próximos do dia em que o povo vai pensar por si só. Afinal, e tão mais prático pegar tudo pronto ao invés de pensar, né?

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Relação Cliente X Agência?

Não. A equação correta é Cliente + Agência = Resultado.

O que mais acontece hoje em dia no mundo da publicidade, sobretudo em esferas menores, é a relação desgastada entre cliente e agência. É um cabo de guerra, onde os dois lados não querem abrir mão do que pensaram previamente. Mas como resolver isso?


A melhor forma é elucidar os problemas existentes na comunicação e tentar definir as metas. Definida as metas, cabe ao atendimento captar o que o cliente deseja e filtrar da melhor maneira.
Aqui é onde acontece a maior falha, na minha opinião.

A primeira conversa é a mais importante. Não se deve prometer ao cliente tudo o que ele deseja sem analisar os prós e contras de tudo isso.
É muito comum um cliente chegar para a agência e dizer, por exemplo: "Eu quero fazer 1 vt, 1 spot e um anúncio de jornal." Achando que por trabalhar com diversas mídias terá um resultado melhor.
Com medo de contrariar o cliente, o atendimento aceita isso e em pouco tempo as peças começam a ser produzidas.

Ora, se o processo fosse assim, não precisaria do setor de planejamento e mídia em uma agência. É trabalho da agência definir estratégias de mídia e pensar qual a melhor forma de comunicar tudo que o cliente deseja.

Se isso não for feito, perde-se muito no processo de criação e isso vai se reverter em prejuízo.

É fato que a maioria dos clientes são exigentes e dificilmente abrem mão do que pensam. E acho que estão certos em ser exigentes. Afinal, é o negócio deles que está em jogo.
Entretanto, deve-se explicar que mais importante do que fazer a comunicação da maneira como eles querem é fazer toda uma análise para gerar retorno e crescimento em suas vendas ou demanda de serviço.

Não se deve bater de frente. As agências existem não somente para criar materiais, e sim para pensar na comunicação em geral visando um objetivo específico. Isso deve ficar claro e deve ser explicado da melhor maneira pra que o cliente tenha o resultado desejado

Para isso, deve-se seguir um modelo de trabalho semelhante ao listado abaixo.

Resumo dos passos que a agência deve seguir

  • Conversa com o cliente.
  • Pesquisa.
  • Filtragem de informações.
  • Planejamento de mídia.
  • Criação / Planejamento estratégico.
  • Apresentação de propostas.
  • Produção.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Entrevista com Thiago Miranda - PARTE II

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RDM: Com a constante evolução da tecnologia, cada vez mais mídias vão trocando de lugar na sociedade, algumas conquistam e outras perdem espaço. Qual é a sua opinião sobre o assunto e qual a tendência para as mídias nos próximos anos?

Thiago: Internet, TV digital e mobile. Essas novas tecnologias mudaram para sempre a maneira como as marcas têm que se comunicar com as pessoas (apesar de achar que a interatividade na TV Digital é papagaiada – principalmente por causa da internet e dos games). Passamos da era dos monólogos, na grande maioria das vezes chatos e intrusivos das marcas, para a era do diálogo e do engajamento. O consumidor agradece - e nós quebramos a cabeça.

RDM: Com a implantação da TV Digital quais serão as principais mudanças no que diz respeito a formatos de propaganda? Você acredita que o merchandising dominará essa mídia?

Thiago: Eu acredito na publicidade como serviço, causa, entretenimento e engajamento. Por isso eu acho que conteúdo relevante, mesmo que seja de alguma marca, será sempre bem-vindo para as pessoas. Elas até pagam por isso. Merchandising é chato e sem graça (pelo menos a grande maioria deles – como conhecemos). Conteúdo não. É entretenimento e engajamento. Muitas marcas já fazem isso. O Burger King está fazendo isso com uma série exclusiva da marca, distribuída só pela internet com a ajuda do Google AdSense e criada pelo Seth MacFarlane (o mesmo criador de Family Guy e American Dad).

A Unilever também criou uma série na internet chamada In The Motherhood, que fez tanto sucesso na rede que hoje em dia faz parte da programação da rede ABC nos EUA.

Eu acredito muito nisso. Criação de conteúdo e anunciantes juntos.
As pessoas só se engajam e participam das coisas por basicamente três motivos: para abraçar uma causa, por afinidade ou por interesse próprio. Isso não vai mudar com a tecnologia. As pessoas não mudam nunca e a tecnologia muda sempre, porém é muito mais difícil entender o ser humano do que a tecnologia. Acho que o grande lance está aí – em entender o ser humano e o seu tempo. Fácil falar e difícil de fazer.

RDM: Que dica você dá para quem está começando agora na publicidade?

Thiago: Se destaque. Arrume uma maneira para se destacar, qualquer coisa. Assim como as marcas, os candidatos a uma vaga em propaganda precisam ser lembrados. Ninguém espera muito de quem está começando, por isso existem várias maneiras de chamar a atenção com pequenos detalhes. Depois de arrumar uma vaga (que provavelmente será uma merda) é só trabalhar e não se conformar. E não desista nunca.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Entrevista com Thiago Miranda - PARTE I

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Nome: Thiago Miranda
Idade: 29 anos
Graduação: Publicidade e Propaganda - FAAP (2002-2005)

Especialização: Bootcamp de Planejamento - Miami Ad School
Área de Atuação na publicidade: Planejamento
Agência em que trabalha: DPZ - Dualibi Petit Zaragoza Propaganda

Agências em que trabalhou: Trade / FC2 / Front 360 / DPZ


RDM: Thiago, você começou atuando em que área da publicidade?

Thiago: Comecei na criação. Quase todo mundo quer trabalhar na criação, e eu não era diferente. Comecei a acompanhar e estudar tutoriais de Photoshop e Illustrator para arrumar um emprego. Fiz uma pasta que hoje dou risada quando vejo.Mas mesmo assim consegui arrumar um estágio em uma agência chamada Trade que fazia os tablóides e flyers para o Wal-Mart. Fiquei um ano e meio nessa correria do varejo. Comecei como estagiário e depois virei assistente de arte. Antes disso ainda cursei dois anos e meio de ADM. Desisti.

RDM: E o que te levou a trabalhar na área de planejamento?

Thiago: Quando comecei não sabia direito o que era planejamento, só fui descobrir realmente do que se tratava no último ano - aliar criatividade com conhecimento e embasamento. Sempre gostei de tentar entender os problemas do cliente, desconfiar de quase tudo que eu ouvia e tentar achar uma outra maneira mais eficaz de fazer as coisas funcionarem. Planejamento também se trata de um processo criativo. Planejamento bom é aquele que a gente não sabe onde ele acaba, e onde começa a criação.Mas pode-se dizer que eu sou um criativo frustrado também.

RDM: Na sua opinião, qual deve ser o perfil de um planner? O que é necessário para se tornar um bom profissional de planejamento?

Thiago: Basicamente curiosidade e inconformismo. Isso vai te levar a entrar de cabeça no brief do cliente e nos seus problemas. Mas não somos pagos só para sermos xeretas. O mais importante é o que fazer quando encontramos alguma coisa valiosa e relevante. Claro que achar essas coisas também não é nada fácil. Por isso ser autêntico e ter opinião também é muito importante. Dizem que planejador tem que ter espírito de porco – eu concordo.

RDM: Thiago, você trabalhou em agências pequenas, médias e grandes, que é o caso da DPZ. Qual é a principal diferença que você aponta na forma de trabalho delas?

Thiago: Basicamente a estrutura. Porque a forma de trabalhar muda sempre, mesmo entre agências grandes. Hoje eu tenho mais acessos a pesquisas e informações, mas isso também não muda muito se a gente não põe a cabeça para pensar. Bom de trabalhar em agências grandes, para um planejador, é que geralmente são elas as principais responsáveis pelas estratégias de comunicação das marcas.

RDM: Em época de crise, como está sendo agora, qual é a principal diferença na hora de pensar numa campanha? É mais difícil analisar o target e criar as estratégias de venda?

Thiago: A principal diferença é a verba. No começo da crise estávamos com medo dos clientes quererem fazer fórmulas manjadas e básicas. Que idéias mais ousadas perdessem espaços para conceitos mais conservadores, apesar de eu achar que a criatividade e o diferente deveriam ser premissas sempre – com crise ou sem crise. Por outro lado, alguns clientes estão aproveitando a pouca verba disponível para utilizar novas plataformas de comunicação. Isso é muito bom. Idéias boas vão provar cada vez mais a eficácia dessas estratégias.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Sorry. I can't use it anymore...


Cada dia que passa eu me impressiono com as medidas tomadas pelos engravatados que comandam nosso país. Agora, foi a vez do nosso famigerado governador do estado, o Sr. Roberto Requião.

Na sexta-feira, 17, ele sancionou a Lei 16.177, que proíbe o estrangeirismo nas publicidades veiculadas em todo o estado do Paraná. Ou seja, vários termos já clássicos e recorrentes em propagandas deverão ser extintos, como por exemplo o "OFF".

Segundo o Betinho, essa medida é para valorizar a nossa língua. Assim, o governo protege os consumidores, que poderiam não entender certas expressões.

Entretanto, esse cuidado já é tomado pelas agências de publicidade. Pois, se a comunicação estiver utilizando um signo que não condiz com a bagagem social da população, quem sai perdendo é o anunciante e consequentemente a agência, que estará fazendo um trabalho ineficaz.

Quero aproveitar para expor dois pontos negativos que isso está causando.

O primeiro é que essa lei anda totalmente na contramão da globalização. Em epóca em que todos buscamos novos mercados e fazemos uma troca cultural a fim de abrir novos horizontes e aumentar nosso repertório, essa medida vem para abalar toda essa ideologia de portas abertas. É um pensamento muito pequeno, que observa apenas (e erroneamente) o presente, não se preocupando com o futuro.

O segundo ponto que quero expor é o lado educativo e cultural. Percebam que pessoas que mal sabem ler ou escrever conseguem entender expressões como "50% OFF". Isso é um avanço, um ganho em termos de cultura. Ao invés de regredir, temos que buscar formas de aprender e introduzirmos mais esse cunho educativo e cultural em nosso meio.

Ou agora por existir pessoas analfabetas devemos tirar o texto das publicidades ao invés de investir em educação?

LINGUAGEM E ADAPTAÇÃO

Então, apartir de agora, não estranhem se verem por aí:

"50% FORA" ao invés de "50% OFF";
"INTERNETE" ao invés de "Internet";
"Disco Compacto" ao invés de "CD";
"Disco de Vídeo Digital" ao invés de "DVD";
"Mostra com Disco-Jóqueis" ao invés de "Show com DJs".

E outras aplicações que nem ficam tão ruins, mas que se comunicam pior com seu target público alvo!

Um exemplo são os flyers panfletos de festas com termos em inglês.

"Mulher FREE até meia-noite" terá que se adaptar para "Mulheres não pagam até meia-noite";
"OPEN BAR" terá que se adaptar para "Bebida liberada".

Comentem e respondam a enquete ao lado. Quero saber a opinião de vocês sobre essa lei que me impede até de assinar as peças que crio.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Stand by 2 - Away for a while

Galera, quero pedir desculpas a todos que acompanham o Rei da Mídia pela falta de postagens. Muitas coisas estão acontecendo ao mesmo tempo e tive que dar um tempo, mas em breve o blog volta com força total. Já estou preparando mais novidades que com certeza vão compensar essa brecha.
As entrevistas também já foram feitas e em pouco tempo estarão disponíveis para saciar suas dúvidas sobre a profissão que você deseja.

Então fiquem ligados aqui. Uma nova fase do Rei da Mídia está por vir.