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domingo, 5 de dezembro de 2010

O valor das ideias!

Acabei de assistir o filme The Social Network, que narra a história do Facebook e acompanha a trajetória de Mark Zuckerberg e sua ideia bilionária.

O filme é realmente muito bom e estimulante. Te faz pensar sobre o valor das ideias e 'taí' algo que nos rende boas discussões.

O que nos diz se uma ideia é boa ou não? Como sabemos se essa ideia vale pouco ou muito? Tudo isso é mensurável?

Acho que esse é um dos grandes paradoxos que intriga publicitários, marketeiros, nerds, empreendedores, visionários, loucos, pesquisadores ou whatever. 

Vou direto ao ponto.
Não há como você chegar a uma resposta sem pesquisar e tentar traçar paralelos entre as histórias. Confesso que fiz essa análise, mas não para encontrar uma fórmula ou desenvolver um sistema capaz de mensurar ideias, e sim para descobrir o que faz com que a maioria delas tenha sucesso e compartilhar isso com você que se propôs a ler.

Vou lhes apresentar algumas características que, na minha visão, separam ideias de negócios.

1 - A ideia, é claro.
Em primeiro lugar, obviamente, você precisa ter uma ideia. Parece fácil falar isso, mas não é tão simples quanto parece.
Se você está trabalhando em uma ideia, evite todo e qualquer tipo de julgamento. Essa é a hora de você deixar sua imaginação voar, mas sempre com objetivo e foco. Não mate sua ideia antes de ela nascer. Pense em todas as possibilidades, vá a fundo, saiba onde quer chegar com essa ideia e descubra se ela é realmente útil, inovadora e única.

2- Visão de negócio.
Ter uma ideia genial é tão importante quanto saber o que fazer com ela. Essa é a hora de você começar a se contestar e tentar encontrar falhas e buracos para serem corrigidos e assim deixá-la pronta para ser executada.
Se passou por esses testes e você está certo que avaliou corretamente, tente descobrir o potencial disso através de comparativos com ideias semelhantes.
3- A crença
Mais do que ter um plano de ação, você precisa acreditar na sua ideia.
Agora que você já a conhece tão bem quanto você mesmo e consegue estimar o seu potencial, saiba como mostrar esse potencial aos outros.  É aqui que uma ideia começa a se transformar em negócio.

4- O valor.
Lembre-se que qualquer valor é uma variável e depende diretamente de quanto todo mundo (mercado) acha que isso vale. Partindo desse raciocínio, fica fácil identificar que as pessoas precisam achar valiosa a sua ideia e ver o mesmo potencial que você viu a ponto de estarem dispostas a levá-la adiante e transformá-la realmente em um negócio.
Trabalhe duro para saber vender ela da melhor maneira.

Tenho uma última consideração que resolvi não enumerar e vocês entenderão o porquê.
Todas as histórias analisadas têm um outro ponto em comum que é justamente não acontecerem da mesma forma.
Como falei, não existe uma fórmula secreta que irá fazer sua ideia valer bilhões de dólares. Nada vem mastigado na vida, então coloque a cabeça pra funcionar e comece a trabalhar na sua ideia. Neste exato momento outras centenas de pessoas podem estar com uma ideia parecida com a sua. Como você já deve saber, no mundo dos negócios, ser primeiro também é importante!

P.S.: Não tenho a pretensão de que esse texto seja um guia de como desenvolver uma ideia. Apenas resolvi compartilhar com vocês algumas características que encontrei na análise que fiz baseado no filme The Social Network em comparativo com algumas ideias que deram certo e outras que não foram tão bem sucedidas.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Construindo sua marca - Parte 2 | O consumidor fiel existe?



O segundo post da série "Construindo sua marca" trata de um tema extremamente delicado e que é aberto para milhares de interpretações. O intuito dessa publicação é nos fazer pensar sobre essa discussão lendária que vem se perpetuando cada vez mais e causando polêmica no decorrer dos anos: O consumidor é realmente fiel à marca? Se for, como fazer essa fidelização?

Bom, temos provas e cases que deram certo e errado para ambas interpretações.
Cases como do McDonalds nos fazem realmente acreditar que a fidelização é possível. É uma das marcas que ao longo do tempo caiu no gosto das pessoas e chegou a nivel de idolatria. Mas, há um longo caminho para trilhar entre a liderança de mercado e a fidelização.

O que nos prova são outros cases, como do ICQ, que era amado por consumidores, mas perdeu um espaço enorme e praticamente foi apagado do mercado.

A questão é: Qual é a limiar entre isso tudo? O que torna a marca tão importante para o consumidor?

Necessidade? Serviço de qualidade? Talvez, mas o fator principal é a afinidade entre o produto ou serviço e o consumidor. E para isso há diferentes níveis.

Geralmente percebemos que empresas que oferecem prestação de serviço não conseguem atingir tal nível. Os serviços prestados envolvem muito mais variáveis do que um produto. Publicidade, qualidade, comunicação, atendimento, afinidade, acessibilidade, entre outros quesitos estão sendo julgados a cada momento e basta alguns clientes insatisfeitos para isso se alastrar e se tornar um problema muito maior.

Mas, o que faz o McDonalds ser tão desejado no mundo todo? Com certeza, os lanches servidos não são os melhores, o atendimento é bom, mas longe da perfeição, a comida é altamente calórica e é grande responsável pela obesidade americana. Mas, então, por que o McDonalds é tão especial?

No fundo, nós sabemos. E, podemos nos surpreender com a simplicidade da resposta. 
O McDonalds é uma das primeiras empresas do mundo que foi criada e se manteve baseada no que o consumidor quer e não no que achamos que eles querem. Por que saímos felizes do McDonalds mesmo sabendo que faz mal, que vamos engordar, e que provavelmente nossas veias já estão começando a entupir? Porque eles nos fornecem exatamente o que queremos, e isso nos deixa feliz.
E você acha que não? Apesar de todo esse papo de produtos verdes, a maioria das pessoas não liga para isso. Até acham legal e bonito o papo, mas na realidade não é o que querem consumir.

Hoje em dia, os valores das coisas estão muito distorcidos. Muitas marcas tem a pretensão de achar que sabem o que necessitamos, mas não nos ouvem. Esse foi o erro do ICQ. 

Outro tema é a tal da sustentabilidade. Falar que é sustentável para querer mostrar que se preocupa com o meio ambiente não cola mais. Dizer que "no nosso aniversário, quem ganha é você" muito menos. Tudo isso só indica um caminho: Ouça mais!

Se você vai conseguir fidelizar seu consumidor, eu não sei. Mas, se começar a ouvir mais e tentar impor menos, com certeza vai ganhar seu consumidor. Publicidade é, acima de tudo, sedução. E, da mesma maneira que não pode forçar alguém a se casar com você, não pode forçar alguém a gostar da sua marca. Pense nisso!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Como será o futuro do e-commerce e do digital shopping?

Começo esse post, pedindo desculpas pela falta de atualização do blog, que ultimamente está ocorrendo mais frequentemente. Sei que é frustrante acessarmos um blog que gostamos e nos depararmos com o mesmo conteúdo da última visita. Ainda estou tentando estruturar o blog da melhor maneira e fechar parcerias para melhorar todos os pontos.
http://www.billfrymire.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/ecommerce_shopping_cart_buy_computer_purchase.jpg
Mas, voltando ao assunto do post: e-commerce e digital shopping. Primeiro temos que definir os dois conceitos.
"E-commerce, ou comércio eletrônico, é a compra e venda de bens e serviços utilizando as tecnologias de informação como a Internet. Existe o Business-to-Business (B2B) transações eletrônicas entre parceiros de negócio e existe o Business-to-Consumer (B2C) - que consiste na venda direta ao consumidor final". (Marknet).

Já, o Digital Shopping é ligada a intermediação do e-commerce, ou seja, o processo de amostragem de produtos que estão disponíveis nos meios digitais para compra. As empresas de Digital Shopping trabalham com comissões e venda de espaços, mas não se envolvem diretamente na venda.

Ferramentas e veículos clássicos de e-commerce já estão se adaptando a novos tipos de compradores online. O fato é que com a ascenção das mídias sociais, e a mudança que elas provocaram na forma de consumir e pensar internet, influenciou e continua influenciando o setor de varejo online.

As mídias sociais tem um poder extremamente grande que dispertou no novo consumidor a busca por informações cada vez mais detalhadas. Hoje é comum buscar referência em fóruns, resenhas, blogs, twitters ou seja lá o que for antes de comprarmos, e muitas vezes é feito quase que um pós-venda online.

Essa busca por informações deixa o consumidor mais preparado para comprar online, mas quando tem alguém auxiliando a compra. Pois, essa gama de conteúdo o deixa confuso e vulnerável muitas vezes. É tanta coisa que pode acabar confundindo a cabeça do potencial comprador.

Esse é o ponto que quero chegar: CONFIANÇA
Nesse momento de indecisão e vulnerabilidade é que a marca que deseja oferecer um serviço ou produto deve agir. Mas, agir de maneira a ajudar o consumidor, aconselhá-lo e orientá-lo a fazer uma boa compra. É ganhando a confiança do consumidor que as marcas vão conseguir melhorar suas vendas.

O e-commerce antigamente era como uma grande feira, onde cada um gritava seu preço e tentava a todo custo "empurrar" seu produto para o consumidor, e assim aumentar seu lucro.
Felizmente, esse pensamento está morrendo e a estrutura está mudando.
SACs via twitter, vendedores online e estratégias que buscam a aproximação com o consumidor estão ditando os novos rumos desse mundo varejista e digital.

Essa aproximação também está acontecendo no aprimoramento das ferramentas de e-commerce e digital shopping. O BuscaPé,o Terra Ofertas e a NetShoes são três tipos de negócios diferentes ligados a essa atividade. Cada um na sua área, está desenvolvendo e melhorando suas estratégias de conversação e interação com o usuário. Essa interação é o que o consumidor busca antes de efetuar uma compra.

O BuscaPé tem um plugin que facilita a vida de quem está comparadando preços ou até mesmo quando está simplesmente visualizando uma oferta na internet.

O Terra Ofertas possibilita criar lista de desejos e algumas opções para aproximar o comprador do Terra Ofertas, mas também de seus amigos e família. Funciona verdadeiramente como um digital shopping.

A NetShoes trabalha com SAC via twitter que funciona muito bem, tira dúvidas, faz alerta sobre ofertas e resolve alguns problemas rapidamente e sem disparar milhares de mensagens.

Trata-se de três estratégias diferentes, e as três parecem estar dando certo. E é essa diferença, essa personalização de serviço, que está ditando os novos rumos do e-commerce e digital shopping.

domingo, 7 de março de 2010

Construindo sua marca – Parte 1 - Complexo de Johnny Bravo

http://www.universohq.com/quadrinhos/2004/imagens/jonny_bravo_panini.jpg
Mesmo sem licença poética, tomo liberdade para falar sobre o comportamento de auto-idolatria e nomeá-lo nesse artigo de: Complexo de Johnny Bravo, o famoso personagem dos quadrinhos que adorava falar das suas qualidades.
Com esse tema polêmico, começo uma nova série aqui no Rei da Mídia sobre Branding, é o Construindo sua Marca, que dará dicas para construção de marca, fazendo análise de como o mercado vem se portando e descobrindo quais são os rumos mais indicados para alicerçar a comunicação dos anunciantes brasileiros.

Devidamente explicado, abaixo segue a primeira análise. Espero que gostem.
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Ligue a televisão, leia as revistas ou fique atento em qualquer meio onde a publicidade está presente e perceba um velho vício da propaganda que nunca sai de veiculação, infelizmente. Estamos falando da propaganda extremamente adjetiva, que para os olhos do consumidor soa como um “olha como sou foda”.


As agência que utilizam essa “técnica” visando dar informações ao consumidor sobre os benefícios do produto, acabam por trazer um impacto negativo ao invés de positivo para o cliente.


Construir uma marca e ir alimentando um conceito na cabeça do consumidor leva tempo e deve ser feita de forma sutil, com provas e não palavras. Com verbos e não adjetivos. Ao tentar bombardear o consumidor com informações e principalmente com esse tom arrogante, você acaba fazendo com que tudo o que você fale pareça balela, sendo ou não verdadeira todas as informações.


Vou dar um exemplo prático. Eu sempre falo e reafirmo que as marcas se comportam como pessoas e vou mostrar como um anúncio desses soa agressivo ao consumidor.


Utilizei uma propaganda de um carro, nesse caso. Mas tem vários iguais, mudando apenas o nome e os adjetivos. Veja:


Propaganda real:


Que o ______ tem o melhor motor da categoria, bancos de couro, melhor performance em comparações e um design que deixa qualquer um com inveja, você já sabia. Mas, o que você não sabia é que está chegando a nova versão _____ com ______. Agora você não tem motivos para não querer ter um.


Comparando marcas e pessoas. Veja como o consumidor entende o anúncio:


Que eu sou foda, legal, inteligente e bonito você já sabia. Mas, o que você não sabia é que eu passei no Vestibular para Medicina.Agora você não tem motivos para não querer ter um.


Perceba como essa idolatria e excesso de adjetivos fica falso e invasivo. Sem entrar nos méritos da veracidade da informação, podemos observar que esse discurso se torna muito negativo para a marca que adere essa estratégia. É um erro GRAVÍSSIMO da agência e maior ainda do marketing das empresas que aprovam essas propagandas.


Portanto, pense sempre duas vezes antes de sair vangloriando o seu produto para o consumidor.


Seja sutil e envolva o seu consumidor, atraindo pelas qualidades, sim, mas não esqueça de ser relevante e dar algo em troca. A publicidade também é uma permuta, você não pode simplesmente querer empurrar algo, mesmo que um pensamento para outro alguém, muito menos quando estamos falando de vendas.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Unidos, venceremos!

É o que acreditam as empresas nessa época de crise. Em todos os setores isso é notável, sobretudo no automobilístico. Há pouco tempo a montadora italiana Fiat comprou a Chrysler que vinha passando por períodos difíceis, assim "salvou-a" da concordata.

Entretanto, a concordata foi a saída da General Motors, GM, que recorreu ao governo americano, pedindo proteção contra a falência. Essa é a maior concordata da história da indústria norte-americana. O presidente dos EUA, Barack Obama, diz que "é o fim da Ex-General Motors, e o começo de uma nova."
O governo dos EUA deve injetar 30,1 bilhões de dólares na empresa, e assumir com isso, 60% das ações da GM.

TENDÊNCIA DE MERCADO

Seja em concordata, fusão ou aquisição, essa política de unir para se manter está em alta e pode ser a nova tendência daqui pra frente, e só não prosseguirá se sofrer intervenção.
Até agora o que se vê no mercado é a criação de inúmeras empresas. Inúmeras, também é a quantidade de falências. Há tempos isso está sendo discutido, e todos pedem cautela para reverter esse quadro.

http://2.bp.blogspot.com/_CiHGArcBNV0/SalzJWrhDYI/AAAAAAAAFvc/PIItWg6COMg/s400/foto_parceria.jpg

As fusões, principalmente, devem continuar acontecendo e a criação de grandes grupos é inevitável, uma vez que isso impulsiona as empresas no mercado e lhes mantém mais vivas do que nunca.

A alternativa é boa*, tanto na parte administrativa, quanto no marketing, uma vez que a receita aumenta, a identidade da marca é fortalecida e a sua visibilidade é maior. Contudo, isso pode começar a ser vetado, já que é contra o princípio da concorrência. Assim, o consumidor pode ser afetado com o aumento do preço dos produtos, e isso geraria uma crise maior ainda.

*= lembrando que esse é um ponto de vista colocado a partir da observação do mercado atual. Alguns empresários são totalmente contra esses recursos. O principal obstáculo é que leva a divisão de poder interempresarial.

Bom para as empresas, ruim para os consumidores. E para os publicitários?

Isso não pode ser previsto. Depende muito da linha de cada empresa; se resolverem trabalhar com apenas uma conta, é prejudicial; mas se for utilizada a política de independência de marcas, partindo para uma descentralização, pode gerar um ganho para o setor.